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Salário Mínimo 2012
Salário Mínimo 2012

Salário Mínimo Vai a R$620,00 em 2012

Valor anunciado nesta quarta pelo governo considera aumento de 13,62%, índice que ultrapassa em pouco mais de seis pontos a inflação prevista para 2011. Reajuste põe R$ 75 a mais no bolso dos trabalhadores

O governo federal anunciou, nesta quarta-feira, um aumento de 13,62% para o salário mínimo em 2012, índice que deve superar em pouco mais de seis pontos a inflação estimada para este ano. Com o reajuste aplicado, o mínimo vai passar de R$ 545 para R$ 619,21 a partir de janeiro, ou seja, o trabalhador embolsará R$ 75 a mais por mês, já que a tendência é que o valor seja arredondado para R$ 620 quando aprovado no Congresso.

O valor previsto consta da proposta de orçamento do governo federal para 2012 e é resultado da regra já conhecida de reajuste do mínimo desde o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O cálculo leva em conta a inflação do período - estimada em torno de 7% para 2011 - mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) nos dois anos anteriores. O PIB é a soma de toda a riqueza produzida pelo país e indica o crescimento da economia.

"Esse talvez seja um dos melhores reajustes dos últimos anos e vai superar os acordos que os sindicatos vêm fechando, mas faz parte do acerto que fizemos com a presidente Dilma (Rousseff)", disse o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), presidente da Força Sindical.

O presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini, foi crítico. "Ela (Dilma) não está fazendo favor nenhum, só honrou o compromisso É o mínimo que poderia fazer depois de vetar a garantia de aumento real para aposentados na LDO (Lei de Diretrizes orçamentárias)", afirmou. Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), considerou o anúncio positivo. "Mas o mais importante é a política de recuperação do mínimo que os sindicatos e as centrais conseguiram", disse.

Dólar /Com o aumento, o mínimo acumula ganho real de quase 58% desde 2003 e terá seu maior valor em dólar - US$ 392 em números desta quarta -, embora a moeda americana esteja em queda. O valor anunciado está acima do mínimo previsto na LDO, de R$ 616,34.

O impacto do aumento do mínimo nas contas públicas é de cerca de R$ 22,2 bilhões. Para 2013, a previsão é de um mínimo de R$ 676,18. Independentemente da boa notícia para os assalariados, o reajuste afeta quem tem despesas atreladas ao salário mínimo, como pagamento de empregados domésticos.

Orçamento destina R$ 111,3 bilhões a obras do PAC
O orçamento do governo para de 2012 prevê a destinação de R$ 111,3 bilhões para as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Desse total, pelo menos R$ 68,7 bilhões serão aplicados pelas empresas estatais em obras do programa. Há previsão ainda de R$ 1,8 bilhão para obras relacionadas à Copa do Mundo de 2016 e às Olimpíadas de 2016.

O projeto ainda prevê R$1,5 bilhão para reajuste de reestruturação de algumas carreiras do poder Executivo. Além disso, há mais R$ 1,6 bilhão para a realização de concursos e preenchimento de cargos federais.

Copom surpreende e taxa de juros cai pela 1 vez na era Dilma
Surpreendendo até os analistas mais otimistas, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira cortar 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros, que cai de 12,5% para 12% ao ano.

É a primeira vez que o BC reduz a Selic no governo da presidente Dilma Rousseff - foram cinco altas seguidas, o que fez a taxa sair de 10,75% em dezembro de 2010 para 12,50% até esta quarta. O Copom disse ter visto um "cenário de convergência da inflação para a meta em 2012".

 

A decisão foi tomada dois dias depois da presidente elevar em R$ 10 bilhões a meta fiscal do governo. Ao sinalizar que estava disposta a enfrentar o Congresso e economizar, Dilma esperava, ao menos, que a sequência de altas fosse interrompida, mesmo ainda sendo real na equipe econômica o temor da inflação em setembro continuar com viés de alta.

"Só uma forte redução de juros pode fazer com que o país mantenha o ritmo de crescimento, sem comprometer o controle dos preços", disse o presidente em exercício da Fiesp, João Guilherme Ometto.

Para a Confederação Nacional da Indústria, a decisão do Copom "é importante para enfrentar as dificuldades que a economia brasileira começa a sentir com a nova fase da crise mundial".

Do diariosp.com.br

 
 
 
         
Redação mediosaofrancisco.uni7.net